Neste post eu vou te contar como aprendi inglês em horas que seriam totalmente improdutivas, aliviando o stress e sem gastar infinito dinheiro e tempo com cursos de inglês!

Quero começar dizendo que não sou nenhuma especialista em ensino de idiomas. O que vou compartilhar aqui é o que deu muito certo para mim, e pode (ou não) dar certo para você também!

Em resumo, eu gosto de pensar que três coisas me ajudaram a aprender inglês: trânsito, tempo e músicas!

Como qualquer pessoa que vive numa megalópole como São Paulo, eu também passo e passei muito tempo dirigindo num trânsito intenso. Horas e horas todos os dias indo e vindo.

Um hábito que sempre tive, muito inoscente, mas que foi minha escola de inglês, se resume a ouvir músicas no trânsito. Abaixo eu resumi 3 passos sobre como eu fiz e me tornei fluente no inglês ouvindo músicas no trânsito.

#1 Preste atenção na letra das músicas

Primeiro de tudo é, ouvir músicas no idioma que você quer aprender, claro!

Dito isso, a dica aqui é prestar atenção na pronúncia das palavras, de todas elas, até você ter ideia de como escreve a palavra, mesmo que você não a conheça.

Quantas vezes isso não acontece com a gente no português?! Alguém fala alguma coisa e dizemos: “O quê? É assim que escreve?”

Os músicos tem liberdade poética, isso quer dizer que eles podem usar a língua falada e não necessariamente a correta, e isso é ótimo para aumentar o seu listening (compreensão da língua), ou seja, a sua compreensão das palavras como elas são ditas no dia a dia.

Se você reparar, vai perceber que falamos o português muito errado o tempo todo. Nós contraímos diversas palavras e nos entendemos mesmo assim. Isso porque a língua falada tem atalhos e esses atalhos nos ajudam na correria do dia a dia a ser mais rápidos e eficiêntes com muito menos esforço.

Exemplo prático: “Cê sabe se o Fulano vem hoje?”. Qualquer um que falar essa frase como está escrita, vamos entender perfeitamente sem estranheza. O que causa estranheza é vê-la escrita dessa forma. Porque somos mais criteriosos na escrita do que na fala, logo, essa frase seria: “Você sabe se Fulano vem hoje?”.

#2 Repita as palavras mentalmente

Além de você ouvir as palavras, você deve tentar reproduzir a pronúncia mentalmente diversas vezes.

Há diversas pesquisas que mostram que estudar algo apenas pensando sobre o assunto e mentalmente “fazer o exercício” realmente dá resultados.

Isso quer dizer que, se você mentalmente “falar” as palavras, sua pronúncia vai melhorar.

Isso vai soar bem estranho mas, um hábito que eu tenho é de criar diálogos internos em inglês.

É como se eu imaginasse cenas de eu falando com outras pessoas, as vezes imaginando uma situação de trabalho (ensaiar o pedido daquela promoção por exemplo), as vezes uma conversa com um familiar, etc, e faço isso em inglês.

Essa prática vai, aos poucos, melhorando sua pronúncia da língua. Com base em como você ouviu determinada palavra ser pronúnciada nas músicas, você vai se imaginar conversando e pronúnciando da mesma forma.

#3 Quem canta os males espanta!

Eu adoro cantar! Sou péssima muito provavelmente, mas adoro!

Depois de muito ouvir as músicas repetidas vezes prestando atenção na letra e tentando entender as palavras, depois o contexto da frase, etc. Sempre sobrava algumas palavras que eu não entendia de jeito nenhum.

Eu desistia de tentar entender porque muitas vezes meu cérebro parecia viciado que aquele som era outra coisa. Essas eu guardava para ver na letra mesmo, e eu lia a letra junto com a música. Assim ao mesmo tempo que descobria qual de fato era a palavra, já associava o som da pronúcia com ela.

Depois de ler a letra, eu ouvia a música repetidas vezes novamente! Só que dessa vez eu cantava junto.

Ahhh que delícia! Nada mais gostoso do que horas e horas cantando super alto um monte de músicas sem ninguém pra te julgar. O trânsito nessas horas é ótimo!

Com o tempo fazendo isso, seu speaking (fala da língua) vai ficando cada vez melhor!

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Vale mencionar que, antes de ter o hábito acima (antes de eu ter algum carro pra chamar de meu), eu cursei um ano de inglês. Ou seja, essa prática me ajudou muito, mas não sai do zero.

Talvez para alguém que não saiba absolutamente nada, não funcione tão bem. Mas se você sabe um pouco, como eu na época, e gostar bastante de músicas, acredito que pode ajudar muito sim!

Outro ponto é, eu não fiquei fluente do dia para a noite! Foram uns 6 ou 7 anos mais ou menos até eu me considerar fluente no idioma.

Eu fui notando minha evolução pois, todo ano eu participava de eventos de tecnologia que vinham palestrantes internacionais e as palestras eram em inglês. Eu nunca pegava o tradutor que o evento disponibilzava. Tentava entender sem ele. E a cada ano, fui notando que entendia mais e mais.

Depois comecei a participar de eventos no exterior, onde tem pessoas de várias nacionalidades palestrando em inglês. Com o tempo eu comecei a compreender vários sotaques diferentes.

Hoje me considero fluente. Ainda entendo mais do que falo, mas diariamente aumento meu repertório de palavras e expressões, exatamente como fazemos na nossa língua nativa.

Outro ponto é, ouvindo músicas não necessáriamente vamos aprender o inglês formal, usado em ambientes profissionais. As músicas por ter a licança poética, costumam usar muitas gírias e pronúncias não muito apropriadas para um ambiente formal. De qualquer forma, acredito que já é um grande avanço.

Além de que, quanto mais você sabe (mesmo que a forma “errada”) mas fácil fica de aprender a forma correta!

E você, qual o seu life hacking para aprender um idioma novo?